Regatão é reconhecido como Pontão de Cultura e lança programa inovador para fortalecer organizações amazônidas

  • 20/01/2026
(Foto: Reprodução)
Trabalho do Instituto Regatão é reconhecido pelo Ministério da Cultura Bárbara Vale O Instituto Regatão Amazônia foi reconhecido pelo Ministério da Cultura como Pontão de Cultura e passa a integrar a Rede Cultura Viva. O reconhecimento valoriza uma trajetória construída desde 2023, marcada pela atuação em territórios ribeirinhos e pela articulação de redes culturais amazônidas, e impulsiona o lançamento do Programa de Atiçamento Cultural, que abriu inscrições nesta segunda-feira (19). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Ao longo de 2026, a iniciativa realizará uma série de ações culturais e formativas para impulsionar a vocação criativa de Alter do Chão e da região do Baixo Amazonas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp “O nosso Regatão é o primeiro Pontão de Cultura a ser reconhecido oficialmente em Alter do Chão e isso é uma responsabilidade que nos enche de esperança e orgulho do que traçamos até aqui. Essa é uma vitória dos povos da Amazônia desde a Amazônia e para à Amazônia. O nosso sentido é fortalecer as nossas culturas para que o território permaneça vivo, por isso, o nosso compromisso é atiçar à autonomia”, afirmou a ribeirinha Marlena Soares, diretora executiva do Regatão. Com o título de Pontão de Cultura, o Regatão fortalece seu papel estratégico na conexão, formação e fortalecimento de coletivos, grupos culturais e organizações comunitárias, ampliando o acesso à cultura, à comunicação e à organização institucional nos territórios amazônicos. Como parte dessa nova fase, o Instituto Regatão lançou o Programa de Atiçamento Cultural, uma metodologia inédita de fortalecimento institucional voltada a organizações da sociedade civil amazônidas, coletivos culturais, associações comunitárias, ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “O termo 'atiçar', que significa avivar o fogo, expressa a essência do programa: despertar e fortalecer as capacidades territoriais já existentes, promovendo autonomia, sustentabilidade e protagonismo local”, explicou Marlena. Atiçar a autonomia Ao longo de 2026, o Programa de Atiçamento Cultural realizará diversos ciclos de formação nas áreas de dança, gestão cultural e acessibilidade, com cerca de 51 atividades entre encontros, oficinas e mentorias. A proposta é fortalecer os fazeres artísticos e a organização institucional no território, promovendo autonomia e sustentabilidade para iniciativas culturais amazônidas. O programa prevê 65 eventos e exibições audiovisuais, incluindo o impulsionamento de 40 edições da Quinta do Mestre, cinemas itinerantes em comunidades ribeirinhas e fóruns de diálogo, além da distribuição de 10 prêmios para iniciativas locais. Complementam as ações, quatro frentes de pesquisa voltadas ao mapeamento e à salvaguarda cultural. As inscrições para o primeiro ciclo devem ser feitas nas plataformas do Instituto Regatão (@regataoamazonia) ou pelo WhatsApp 93 99191-6938. Regatão leva ações às comunidades ribeirinhas Bárbara Vale O Programa de Atiçamento Cultural nasce como resposta aos modelos históricos de desenvolvimento impostos à Amazônia, marcados pela exploração de recursos naturais e exclusão das populações locais das decisões sobre seus próprios territórios. Para o Instituto, a sustentabilidade da floresta está diretamente ligada à força das organizações que vivem e defendem o território. Inspirado na figura histórica do “regatão”, comerciante fluvial que conectava comunidades por meio dos rios, o Programa de Atiçamento transforma a lógica da circulação de mercadorias em circulação de capacidades. Se antes o “regateiro” levava bens materiais, o Instituto Regatão leva formação institucional, ferramentas de gestão, comunicação estratégica, regularização jurídica e apoio à mobilização de recursos. A proposta é fortalecer as organizações de base para que elas possam acessar políticas públicas e gerir seus territórios com autonomia. O reconhecimento como Pontão de Cultura e o lançamento do Programa de Atiçamento consolidam o Regatão como uma organização que atua na interseção entre cultura, território, comunicação, justiça socioambiental e autonomia comunitária. “A cultura viva se faz em rede. Assim como no rio, ninguém navega sozinho”, reforçou Marlena. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

FONTE: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2026/01/20/regatao-e-reconhecido-como-pontao-de-cultura-e-lanca-programa-inovador-para-fortalecer-organizacoes-amazonidas.ghtml


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